sábado, 15 de março de 2014

A colonização inglesa e a independência dos Estados Unidos






primeira colônia inglesa na América foi na região da Virgínia, onde foi estabelecida uma colônia de assentamento. Chamava-se  Jamestown, por ser próxima ao rio James.

Aos poucos o processo de colonização britânico ganhou força com a política de cercamentos, que expulsou os pequenos agricultores de suas propriedades, forçando-os a buscar outras possibilidades no Novo Mundo. Ao mesmo tempo os conflitos religiosos que tomaram conta da Inglaterra após a reforma anglicana também motivaram a imigração dos puritanos ingleses para a América.

Em 1620, o navio Mayflower saiu da Inglaterra com um grupo de artesãos, pequenos burgueses, comerciantes e pequenos proprietários interessados em “fazer a América”, prosperar e praticar o protestantismo livremente. Naquele mesmo no fundaram a colônia Plymounth, atual Massachusetts, que logo se transformou no ponto inicial da chamada Nova Inglaterra.

Na região norte os colonos tiveram que superar grandes dificuldades para posteriormente consolidarem pequenas propriedades. Com uso de mão de obra livre, formaram-se comércios diversificados sustentados pela implantação da manufatura o que fez surgir um mercado consumidor.

Na região sul, as condições geográficas e climáticas, clima subtropical, solo fértil e planícies cortadas por rios navegáveis, fez surgir um modelo de colonização semelhante aos padrões ibéricos. Com o sistema de plantations, surgiram grandes propriedades monocultoras, produtoras de tabaco, algodão e arroz. A grandedemanda de mão de obra favoreceu a adoção da mão de obra escrava.

A região central, de ocupação tardia, ficou caracterizada pela produção agropecuarista e manufatureira. As primeiras colônias centrais surgiam somente por volta de 1681 com a fundação das colônias do Delaware e da Pensilvânia.

O processo de independência

O sistema colonial começou a ruir. As ideias iluministas de direito à vida, à liberdade e à rebelião chegaram às colônias trazidas por jornais, livros, viajantes e jovens colonos que iam estudar na Europa. As primeiras a se revoltar foram as colônias inglesas da América do Norte.

A Inglaterra tinha pouco interesse por suas colônias americanas. Isso propiciou a liberdade de ação das colônias.

Mas uma grande mudança ocorreu após o fim da Guerra dos Setes Anos, em 1763. A Inglaterra saiu vitoriosa do conflito, porém para recuperar-se financeiramente após o período de guerra, voltou seus interesses as suas colônias norte americanas.

A princípio a Inglaterra decidiu regulamentar a ocupação das terras tomadas da França no fim da Guerra dos Sete Anos. Esse território ficava a oeste das 13 colônias, nos vales dos rios Ohio e Mississipi, e os colonos já tinham interesse nesse território, mas a coroa inglesa se opôs e declarou em 1763 que essas terras ficariam reservadas aos índios.

Os novos planos da Inglaterra incluíam reforços na cobrança de tributos. A primeira lei neste sentido foi a Lei do açúcar (1764), posteriormente a Lei do Selo (1765).

Os colonos não aceitaram as novas leis e começaram um movimento de boicote aos produtos ingleses. Diante do boicote dos colonos, os ingleses se viram obrigados a revogar as leis, mas insistiram em impor outras medidas que foram igualmente não aceitas pelos colonos.

Uma dessas novas medidas foi a Lei do Chá. Em protesto contra essa nova lei, em 1773 um grupo de colonos, disfarçados de índios, invadiram navios da Companhia das Índias e lançaram ao mar os carregamentos de chá. Esse episódio ficou conhecido como festa do chá de Boston. Em 1774 o governo britânico reagiu e fechou o porto de Boston até que os colonos pagassem o prejuízo à Companhia das Índias e aboliu as liberdades políticas de Massachusetts, eram as chamadas Leis Intoleráveis.

No mesmo ano, num primeiro congresso na Filadélfia as treze colônias decidiram boicotar novamente os produtos ingleses, porém desta vez o rei da Inglaterra George III, foi irredutível e manteve a cobrança de tributos.

Em abril de 1775, se iniciou então, uma guerra que duraria seis anos. A Guerra de Independência.

No ano seguinte, segundo congresso da Filadélfia, os deputados decidiram pela emancipação das colônias. Em 4 de abril de 1776, foi aprovada a Declaração de Independência, elaborada por Thomas Jefferson.
O exército dos colonos estava em desvantagem, porém França e Espanha forneceram apoio militar, visando prejudicar a Inglaterra. A guerra durou até 1781, quando os ingleses se renderam. Um acordo de paz foi assinado em Paris. Em 1783 a Inglaterra cedeu territórios a França e a Espanha e reconheceu a independências das treze colônias.

Em 1787, reunidos representantes das 13 ex-colônias aprovaram uma Constituição nacional e o novo país passou a se chamar Estados Unidos da América.

Os Estados Unidos inovou em adotar um regime político diferente dos países europeus. Instauraram uma República presidencialista e organizaram-se em uma federação. Isto garantia ampla autonomia dos Estados-membros, embora houvesse um poder central.

A Constituição possuía apenas sete artigos e era inspirada nos pensadores iluministas. Depois de aprovada a Constituição, elegeram o primeiro presidente, George Washington, que havia sido o comandante militar da Guerra de Independência.

A independência dos Estados Unidos foi um marco nos tempos modernos. Significou um golpe no sistema colonial, inspirou as outras colônias americanas à independência e contribuiu para a Revolução Francesa.



quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Linha Cronológica da História Humana - Divisão da História -

Toda vez que abrimos um livro de História ou começamos um assunto novo na História, nos deparamos com a divisão dos tempos históricos. Em resumo, são cinco os períodos que os livros e professores nos apresentam: Pré-História, Antiguidade, Idade Média, Idade Moderna e a Idade Contemporânea. Antes de pensarmos um pouquinho mais sobre essa divisão, vamos citar brevemente quais os fatos centrais e características que cada um desses períodos apresenta.
A Pré-História começa no aparecimento dos primeiros seres humanos na Terra, até 4000 anos antes de Cristo, quando temos a invenção da escrita. Nesse tempo, observamos intensamente a relação dos homens com a natureza, a realização das primeiras invenções,a criação de ferramentas e outros aparatos que viabilizaram a vida humana na Terra e, mais tarde, possibilitaram o surgimento das primeiras comunidades humanas.
Chegando à Antiguidade, que vai de 4000 antes de Cristo até o ano de 476 depois de Cristo, observamos a formação de uma série de civilizações. Egípcios, sumérios, mesopotâmios, gregos e romanos são os povos estudados com maior frequência. Apesar da enorme distância temporal em relação aos dias de hoje, podemos ver na Antiguidade a concepção de várias práticas, valores e tecnologias que ainda têm importância para diversos povos de agora.
Situada entre os anos de 476 e 1453, a Idade Média compreende um período de aproximadamente mil anos. Na parte ocidental do mundo, costumamos olhar atentamente para a Europa Ocidental. Esse lugar foi tomado pelos valores da religião cristã, que se torna uma das mais importantes crenças de todo o planeta. Mesmo tendo muito poder e autoridade, a Igreja não tinha poder absoluto nesses tempos. As artes, a literatura e a filosofia tiveram um espaço muito rico e interessante nessa época da história.
Idade Moderna fica datada entre os anos de 1453 e 1789. Nesse tempo, diversas nações europeias passam a encontrar, dominar e explorar várias regiões da América e da África. A tecnologia desenvolvida nesse tempo permitiu reduzir distâncias e mostrar ao homem europeu que o mundo era bem maior do que ele imaginava. As monarquias chegaram ao seu auge e também encararam sua queda nesse mesmo período. Com a Revolução Francesa, ocorrida em 1789, novos padrões políticos apareceram.
A Idade Contemporânea, que vai de 1789 até os dias de hoje, é um período histórico bastante curto, mas ainda assim marcado por muitos acontecimentos. As distâncias e relações humanas, em parte graças à Revolução Industrial desenvolvida no século XVIII, se tornam ainda menores. O desenvolvimento do sistema capitalista permite a exploração de outras parcelas do mundo e motiva terríveis guerras. Chegando ao século XX, a grande renovação das tecnologias permite que pessoas, nações e ideias se relacionem de uma forma nunca antes vista.
Percebendo essas divisões do tempo, você pôde notar que existem períodos históricos que são mais longos e outros que são bem mais curtos. Dessa forma, vemos que a divisão da História não obedece ao tempo cronológico, no qual um dia sempre terá vinte quatro horas, uma hora sempre terá sessenta minutos e um minuto possuirá sessenta segundos. Desse modo, aparece uma questão: o que determina o início e o final dessas tais divisões que a história tem?
É nesse momento que entra em ação os historiadores, que pensam as experiências e transformações sofridas pelos homens ao longo do tempo. De acordo com as transformações consideradas mais importantes e significativas, com o passar do tempo, abre-se a possibilidade de discutir se um período histórico se encerra e um novo se inicia. Em termos práticos, a divisão ajuda a definir quais os eventos têm maior proximidade entre si.
Mas é importante tomar um grande cuidado com a divisão da História. O começo e o fim de um determinado período não significam que o mundo se transformou completamente na passagem de um período para o outro. Muitos dos valores de uma época se conservam em outros períodos e se mostram vivos no nosso cotidiano. Sendo assim, as divisões são referenciais que facilitam nosso estudo do passado, mas não ditam quando a cabeça dos homens exatamente mudou.

Por Rainer Gonçalves Sousa
Colaborador Escola Kids
Graduado em História pela Universidade Federal de Goiás - UFG
Mestre em História pela Universidade Federal de Goiás - UF
fonte: http://www.escolakids.com/a-divisao-da-historia.htm




segunda-feira, 11 de novembro de 2013

A Expansão Para O Oeste e a Doutrina do Destino Manifesto.

http://www.youtube.com/watch?v=u4mx2ctdd68&feature=share

A conquista da independência alcançada pelos Estados Unidos promoveu um notável processo de crescimento econômico e populacional. Mais do que isso, a vitória contra os antigos laços coloniais foi apenas o primeiro passo para que outras conquistas viessem a ser logo empreendidas por essa mesma população. Nesse contexto, observamos o expressivo alargamento das fronteiras da nação norte-americana rumo ao norte e ao sul de um imenso espaço inexplorado.
A primeira das conquistas estabelecidas pelos Estados Unidos aconteceu em 1803, quando o governo negociou a compra da Louisiana junto aos franceses. Pouco tempo depois, no ano de 1819, o governo conseguiu adquirir a Flórida anteriormente controlada pelos espanhóis. Essa mesma política de compra territorial também aconteceu no Alasca – comprado dos russos em 1867, e na conquista do Oregon – região que anteriormente pertencia aos domínios do Império Britânico.

No caso de conquista da região do Texas, os Estados Unidos tiveram que empreender uma guerra contra o México. Desde as primeiras décadas do século XIX, colonos norte-americanos se instalavam de forma ilegal ou consentida nos territórios texanos empreendendo formas autônomas de organização de suas áreas de influência. Com o passar do tempo, o não reconhecimento da autoridade política mexicana incitou os colonos daquela área a travarem uma guerra contra os mexicanos.

A vitória contra os mexicanos aconteceu paralelamente ao processo de ocupação das terras a oeste. A busca e o controle dessas terras motivaram diversos colonos e imigrantes europeus a tentarem a sorte buscando um pedaço de terra onde poderiam alcançar uma vida mais próspera. É importante ressaltar que nessa corrida, um violento conflito contra as populações indígenas promoveu, décadas mais tarde, as famosas histórias que marcaram os filmes de faroeste.

Contudo, mesmo sendo marcada pela violência e pelas guerras, a expansão dos Estados Unidos até o extremo oeste recebeu uma significativa justificação ideológica, a doutrina do Destino Manifesto, que colocou os colonos norte-americanos como divinamente destinados a promover a conquista dessas novas terras. A ambição e o interesse econômico ganharam um arrebatador apelo religioso que legitimava os conflitos e massacres que marcaram esse episódio na história norte-americana.

Todas essas conquistas territoriais foram de fundamental importância para que os Estados Unidos acelerassem o seu processo de desenvolvimento agrícola e industrial. No setor agrário, o país conseguiu ampliar sua produção de trigo, milho e algodão. Além disso, a criação de ovinos, suínos e bovinos significou outra frente de fortalecimento da pecuária estadunidense. Na indústria, o crescimento dos mercados consumidores e o investimento em infra-estrutura dinamizaram a economia nacional.

Os ganhos alcançados por meio de tantas conquistas foram a prova fundamental que comprovava a doutrina do Destino Manifesto. Com isso, essa sociedade mobilizada em torno do objetivo de conquistar terras construiu uma auto-imagem de uma nação eleita por Deus para civilizar novas terras e prosperar economicamente. Dessa forma, estavam estabelecidas as condições e o sentimento que transformaram as antigas Treze Colônias em uma grande potência mundial.

Por Rainer Sousa
Graduado em História
 Fonte: http://www.brasilescola.com/historia-da-america/destino-manifesto.htm