quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

O Feudalismo e Suas Características.

O que é o Feudalismo:
Feudalismo foi um modo de organização social, político e cultural baseado no regime de servidão, onde o trabalhador rural era o servo do grande proprietário de terras, o senhor feudal. O feudalismo predominou na Europa durante toda a Idade Média (entre os séculos V e XV).
O feudalismo era um sistema que imperava dentro do feudo, uma grande propriedade rural, que abrigava um castelo fortificado, as aldeias, as terras para cultivo, os pastos e os bosques. 
Características do Feudalismo
  • Economia agrícola;
  • Servidão (vassalagem);
  • Não existia possibilidade de mobilidade social;
  • Presença de três principais camadas sociais: nobreza, clero (a Igreja) e os servos;
  • Relação de vassalagem e suserania;
  • Poder jurídico, político e econômico concentrado nos senhores feudais;
  • Servos eram obrigados a pagar impostos e tributos aos senhores feudais;
  • Forte influência dos conceitos religiosos (Igreja Católica);
  • Guerras para obter novas terras eram comuns entre os senhores feudais.
Saiba mais sobre os Vassalos e sobre as características do feudalismo.
Feudalismo na Idade Média
O feudalismo foi um sistema econômico, social e político que foi muito popular na Idade Média, mais concretamente na Europa Ocidental, entre os séculos XI a XV.
O feudalismo atingiu o seu auge na Europa nos séculos XI e XIII, e posteriormente, a partir do século XIV, as suas características começaram a sofrer algumas mudanças. A relação de servidão do camponês para com o seu senhor feudal começou a desaparecer, juntamente com as instituições jurídicas feudais.
Como era a sociedade no feudalismo?
A sociedade feudal era dividida em três principais classes: a nobreza, o clero e os servos. A hipótese de mobilidade social era praticamente inexistente no feudalismo, ou seja, os servos estavam "condenados" a passarem o resto de suas vidas como vassalos.
Pirâmide Feudal
Pirâmide feudal mostra a hierarquização da sociedade durante o Feudalismo.

Nobreza

Integrando a nobreza estavam os senhores feudais que eram os responsáveis por administrar todo o feudo. Eles tinham o poder de aplicar leis, cobrar impostos, administrar a justiça do local, declarar guerras entre os feudos, etc. 

Clero

O clero era formado pela Igreja Católica e representava a parcela mais importante e poderosa do regime feudal. A sua principal missão era a de garantir o equilíbrio espiritual do feudo. Ao contrário dos vassalos, os membros do clero estavam livres de pagar impostos.

Servos

Consistia na maior parte das pessoas, ou seja, os camponeses que trabalhavam nos feudos para garantir a subsistência dos locais. Eram obrigados a pagar inúmeros impostos e tributos.

Como funcionava a economia feudal?

As atividades comerciais eram praticamente inexistentes durante o Feudalismo, sendo a agricultura de subsistência e autossuficiente a principal fonte econômica dos feudos. Não existia a troca monetária (dinheiro).
escambo (troca de mercadorias) também era adotado entre diferentes feudos, para que pudessem obter produtos que precisavam, mas que não haviam produzido, por exemplo.
Os servos trocavam a sua mão-de-obra por um local para habitarem na propriedade do senhor feudal, sendo que este deveria garantir a proteção dessas pessoas. Os vassalos também produziam os seus próprios alimentos.

Como era política durante o feudalismo?

Toda a política estava centralizada nas mãos dos senhores feudais. Os reis lhe concediam muitos privilégios e eram eles quem tinham a última palavra a dar dentro de seus respectivos feudos.
A vida nos feudos
Cada feudo consistia em uma unidade de produção do sistema feudal, onde o servo plantava, colhia, fazia vinho, azeite, farinha, pão, criava gado, fabricava queijo, manteiga, caçava, pescava e trabalhava numa rudimentar indústria artesanal.
No feudo se produzia apenas o necessário para o consumo da comunidade, onde o trabalho servil envolvia uma série de obrigações, entre elas: 
  • os servos trabalhavam como rendeiros, pagando ao senhor com mercadorias ou prestações de serviços pelo uso da terra; 
  • cada família trabalhava gratuitamente durante alguns dias nas terras do senhor; 
  • cada servo pagava taxas pelo uso do moinho, do forno etc. 
Aos senhores feudais cabia a responsabilidade de formar exércitos particulares e construir castelos fortificados, onde dentro e em torno dos quais se desenvolvia a comunidade feudal, protegida por eles.
Saiba mais sobre o significado dos Feudos.

Origem do feudalismo

O feudalismo começou a se formar no século V, com a decadência do Império Romano e as invasões dos povos bárbaros, obrigando os nobres romanos a se afastarem das cidades levando consigo os camponeses.
O processo de feudalização da economia e da sociedade levou vários séculos para se completar. A presença e a violência dos invasores e a insegurança social propiciaram o isolamento dos feudos em diferentes regiões.
Como os reis não tinham condições econômicas e militares para proteger as populações dessas áreas, a responsabilidade passou a ser dos grandes proprietários de terra.
Em troca de proteção, a grande maioria da população, que passou a viver em aldeias em torno dos castelos, sujeitou-se ao trabalho agrícola, numa relação de servidão com o dono da terra e do castelo.
Crise do Feudalismo
De forma gradual, o sistema feudal começou a entrar em declínio, principalmente devido a algumas mudanças na estrutura da sociedade, como o aumento das cidades e o reavivamento das relações comerciais.
Com a criação de trabalhos assalariados, emergia na sociedade uma nova classe: a burguesia. Com ela começava a se desenvolver um novo regime que ficaria conhecido como capitalismo.

Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=CTIs_RSPr84



domingo, 5 de agosto de 2018

A Conferência de Bandung.




Conferência de Bandung é o nome com o qual ficou conhecido historicamente o encontro ocorrido nesta cidade indonésia entre 18 e 24 de abril de 1955 e que reuniu os líderes de 29 estados asiáticos e africanos, responsáveis pelos destinos de 1 bilhão e 350 milhões de seres humanos. Patrocinaram esta conferência Indonésia, Índia, Birmânia, Sri Lanka e Paquistão, e tinha como objetivo promover uma cooperação econômica e cultural de perfil afro-asiático, buscando fazer frente ao que na época se percebia como atitude neocolonialista das duas grandes potências, Estados Unidos e União Soviética, bem como de outras nações influentes que também exerciam o que consideravam imperialismo, ou seja, promoção indiscriminada de seus próprios valores em detrimento dos valores cultivados pelos povos em desenvolvimento.
A maioria dos países participantes da conferência vinham da amarga experiência da colonização, experimentando o domínio econômico, político e social, sendo os habitantes locais submetidos à discriminação racial em sua própria terra, parte da política de domínio europeia.A Conferência de Bandung prima pelo seu pioneirismo em tratar de assuntos inéditos à época, como a influência negativa dos países ricos em relação aos pobres e a prática de racismo como crime. Foi proposta ainda a ideia de criar um Tribunal da Descolonização, que julgaria os responsáveis pela prática deste crime contra a humanidade, responsabilizando também os países colonialistas, significando ajudar a reconstruir os estragos perpetrados pelos antigos colonos no passado. Tal ideia, porém, foi abafada pelos países centrais, ou seja, aqueles mais influentes no cenário internacional.
Outra importante ideia saída desta conferência é a concepção de Terceiro Mundo, além dos princípios básicos dos países não-alinhados, o que se traduz em uma postura diplomática geopolítica de equidistância das duas super-portências. Assim, a "inspiração" para a implementação do movimento dos não-alinhados surge nesta conferência, sendo que sua fundação se dará na Conferência de Belgrado de 1961.
Todos os países declararam-se socialistas nesta reunião, mas deixando claro que não iriam se alinhar ou sofrer influência da União Soviética. Num momento em que EUA e URSS lutavam abertamente pela conquista de influência em todos os países, o maior desafio do movimento não-alinhado era manter-se coeso ante as pressões dos grandes. Ao invés da tradicional visão de americanos e soviéticos de um conflito Leste-Oeste, a visão que predominava em Bandung era a do conflito norte-sul, onde as potências localizadas mais ao norte industrializadas, oprimiam constantemente e inibiam o desenvolvimento daquelas nações localizadas mais ao sul, exportadoras de produtos primários.
Os princípios emersos da Conferência de Bandung podem ser resumidos nestas dez disposições descritas abaixo:
  1. Respeito aos direitos fundamentais, de acordo com a Carta da ONU.
  2. Respeito à soberania e integridade territorial de todas as nações.
  3. Reconhecimento da igualdade de todas as raças e nações, grandes e pequenas.
  4. Não-intervenção e não-ingerência nos assuntos internos de outro país. (Autodeterminação dos povos)
  5. Respeito pelo direito de cada nação defender-se, individual e coletivamente, de acordo com a Carta da ONU
  6. Recusa na participação dos preparativos da defesa coletiva destinada a servir aos interesses particulares das superpotências.
  7. Abstenção de todo ato ou ameaça de agressão, ou do emprego da força, contra a integridade territorial ou a independência política de outro país.
  8. Solução de todos os conflitos internacionais por meios pacíficos (negociações e conciliações, arbitragens por tribunais internacionais), de acordo com a Carta da ONU.
  9. Estímulo aos interesses mútuos de cooperação.
  10. Respeito pela justiça e obrigações internacionais.
Bibliografia:
Conferência de Bandung. Disponível em: http://www.diario-universal.com/2007/04/aconteceu/conferencia-de-bandung/ .Acesso em 24 jul. de 2011.
Arquivado em: História

A Revolta dos Malês.



Revolta dos Malês foi uma revolta do período regencial. Aconteceu na noite de 24 para 25 de fevereiro de 1835, em Salvador, na Bahia. Foi uma revolta que se destacou no período por ter motivação religiosa, tendo sido levada a cabo por escravos de religião islâmica, os chamados malês, que diferiam dos escravos tradicionalmente trazidos ao Brasil, que possuáim muitas vezes, diferentes religiões próprias.
Esses escravos tinham como objetivo a libertação de todos os escravos de religião islâmica, a garantia da liberdade de culto e eram, em sua maioria, das etnias hauçá, igbomina e picapó. Suas ações foram baseadas em experiências de combate que trouxeram da África e visavam aplicar num momento propício.
Os revoltosos propunham o fim do catolicismo, o assassinato e o confisco de bens de todos os brancos e mestiços, a implantação de uma monarquia islâmica no Brasil, bem como defendiam também a escravização ou assassinato dos não islâmicos.
O plano dos revoltosos era sair do bairro da Vitória e se dirigir a Itapagibe, conquistando as terras e matando os brancos no trajeto. O objetivo era reunir-se com outros revoltosos e tomar o governo.
Buscavam também divulgar a religião e tomar pra si “direitos” que acreditavam ter, por motivos religiosos. Em seguida, haveria a invasão dos engenhos e libertação dos escravos muçulmanos.
O movimento foi delatado prontamente por alguém cuja identidade as pesqusias ainda não confirmaram. Essa delação foi feita a um Juiz de Paz de Salvador. Avisadas, as autoridades enviaram forças para sufocar a revolta. Os Revoltosos foram então cercados em Água dos Meninos, ainda no caminho para Itapagipe. As forças do governo eram superiores em número e armamento, o que fez com que os revoltosos não tivessem chances.
Ocorreram então violentos confrontos e a morte de 70 escravos revoltosos e 7 soldados. Também foram feitos 200 presos, que foram julgados e condenados a penas variadas, como açoites, morte ou envio de volta à África. O objetivo era coibir qualquer nova iniciativa de revolta.
Na busca pelas motivações da revolta, foram encontrados livros em árabe e orações muçulmanas. Isto despertou nas autoridades o temor de que outras revoltas do tipo ocorressem em solo brasileiro, motivadas por islâmicos. Para prevenir-se desse perigo, foram criadas medidas como a proibição de circulação de muçulmanos no período da noite e da prática de cerimônias da religião islâmica.
A Revolta do Malês, portanto, se insere no contexto das revoltas sociais do Brasil Imperial, demonstrando a insatisfação do povo com a situação política e econômica e, no caso específico, a perseguição e falta de liberdade religiosa no Brasil durante o Império.
Bibliografia:
FREITAS, Décio. A Revolução dos Malês. Porto Alegre: Movimento, 1985. 106p. il.
http://www.multirio.rj.gov.br/historia/modulo02/rev_males.html
Arquivado em: Brasil Imperial

segunda-feira, 26 de março de 2018

Primeira Guerra Mundial - Resumido do Vídeo Nostalgia História.


Primeira Guerra Mundial.
1871 – Formação do Império Alemão - depois de uma Guerra contra a França a Prússia se une a outros pequenos países e as colônias tomadas da França depois da vitória na Guerra, forma o Império Alemão.
Alemanha era o império que tinha poder econômico, porém menos colônias entre os impérios da época. Devido a esse fator a Alemanha. Se une aos impérios Russo e Austro-Húngaro. Formando a liga dos impérios.
Devido a disputas pelos Balcãs entre o império Austro-Húngaro e a Rússia essa aliança não se manteve e a Rússia saiu desse grupo. Ficando apenas a Alemanha e o império Austro-Húngaro.
1882 – A Itália entra no grupo da Alemanha, formando a Tríplice Aliança.
Alemanha, Império Austro-Húngaro e Itália, depois entra o Império Otomano e a Itália sai do grupo – Tríplice Aliança = Impérios Centrais.
1892 - A França ainda chateada por ter perdido a guerra, foi atrás da Rússia a e convenceu a entrar para o seu grupo.
1904 - Para completar e o jogo esquentar a Inglaterra, toda poderosa e cheia de colônias pela África e Ásia, entra também no grupo liderado pela França – Formando a Tríplice Entente. Que em francês significa acordo.
 França, Rússia e Inglaterra e depois entra a Sérvia nesse grupo – Tríplice Entente =  Aliados.
1907 – Os dois grupos estavam formados.
Tríplice Entente x Tríplice Aliança =  Aliados x Impérios Centrais.
Junho de 1914 - Francisco Ferdinando, príncipe do império austro-húngaro, é assassinado durante sua visita a Saravejo (Bósnia-Herzegovina). Pelo estudante Bósnio, Gravillo Princip, que cometeu o crime a mando da Sérvia.  Vale lembrar que a Sérvia não aceitava o domínio do Império Austro-Húngaro na região dos Balcãs- região muito desejada pela localização estratégica no meio do continente e foi este o estopim para i início da grande guerra.
A morte do príncipe deu início a crise de julho, levando Império Austro-Húngaro a declarar guerra contra a Sérvia e todos os aliados entraram juntos, cada um defendendo o se grupo.
A guerra se espalha pelas colônias dos países europeus nos continentes, África e Ásia. Com o intuito de estender os impérios coloniais e adquirir matéria prima para a indústria da guerra.
A guerra se dividiu em fases: 
Primeira Fase:
Guerra de movimentos – entre agosto e novembro de 1914. Com vários exércitos se movimentando, indo em direção dos inimigos, o fato mais marcante foi o extermínio do povo belga pelos alemães, com muita matança e atrocidades, como cortar seios de mulheres e cortar mãos de crianças, estupros, etc.
A primeira grande batalha da primeira guerra mundial foi chamada de A primeira Batalha do MORNE, com um milhão de soldados franceses e ingleses enfrentando um milhão e meio de soldados alemães. A guerra durou uma semana e ficou conhecida como o milagre no Morne.
A segunda fase:
Guerra de Posições - diferente do que se verificou na guerra de movimentos, agora a guerra é num lugar fixo. A guerra passou a rolar nas trincheiras, que na prática eram linhas e linhas de buracos.
Entre as trincheiras tinha um terreno neutro, chamado Terra de ninguém. Cada exército enchia esse espaço de minas terrestres e arame farpado, para evitar a invasão do exército inimigo. As linhas de defesa são quase impenetráveis. Porem os soldados chegavam a combater no espaço da terra de ninguém, nesse espaço houve muitas mortes dos dois lados.
No natal de 1914 um fato que marcou nessa modalidade da guerra foi os soldados inimigos darem uma trégua na guerra e se confraternizarem na noite de natal, inclusive com trocas de presentes, felicitações e jogos de futebol, devido ao fato de trincheiras serem tão próximas umas das outras. A famosa trégua de natal, ficou conhecida como o maior evento de humanidade do século XX.
A vida nas trincheiras não era nada fácil, chegando a morrer mais gente dentro das trincheiras, do que fora dela, devido as péssimas condições.  Havia muitos ratos, falta de comida, mofo, muita lama, vermes, etc. A vida nas trincheiras era um verdadeiro inferno.
Outra coisa horrível que foi possibilitado nas trincheiras foi o uso de produtos químicos, tendo sido considerado uma das maiores atrocidades cometidas durante a guerra.  A França começou a usar contra os inimigos, usando um gás lacrimogênio, em seguida outros países também usaram dessa arma. A Alemanha chegou a matar 5 mil soldados em minutos e incapacitou outros 5 mil, usando um gás de cloro em 1915. Depois em 1917 seria utilizado o gás mostarda, que causava sérios problemas e mortes.
Em 1915 a Itália volta para a guerra, só que, do lado dos aliados, declarando guerra justamente contra o Império Austro-Húngaro. A Bulgária também entra na guerra, só que do lado dos Impérios Centrais.
Para romper com a guerra em 1916, os alemães resolveram usar outra metodologia de guerra, começou a usar submarinos para afundar navios que transportavam suprimentos para os exércitos dos aliados.
Pela primeira vez a guerra estava acontecendo no mar e também na terra.
Outra forma utilizada pelo exército alemão foi buscar uma forma de enfrentar os soldados inimigos em espaços que eles não conseguiam fugir em espaços sem fáceis saídas, usando a cidade de Verdã, inicialmente deu certo, porém com tempo, os soldados franceses começaram a fazer um processo de rodízio dos soldados, levando os alemães ao cansaço, enquanto os franceses estavam firmes.
Um fato marcante também durante a primeira Guerra Mundial foi o uso de animais.
Estes tinham como missão transportar as mensagens entre os soldados. Mais de 50 mil animais foram utilizados na guerra. Muitos inclusive eram metralhados por soldados inimigos.
Entre eles se destacou o cachorro francês, chamado Satã, que fazia o serviço de mensageiro e trouxe aos franceses uma mensagem informando onde os alemães guardavam suas armas. Porém no caminho o cachorro foi metralhado e levou dois tiros nas patinhas, mas mesmo ferido conseguiu chegar até os soldados e entregou a mensagem, salvando a vida de pelo menos 10 mil soldados franceses que estavam encurralados pelos alemães.
Outro importante fator de destaque na primeira Guerra foi a utilização dos aviões, sendo a primeira vez na história humana a utilização de tal instrumento. A Guerra estava chegando também no ar, além do da terra e do mar. Os aviões tiveram ações decisivas na guerra. Sendo utilizados inicialmente apenas para missão de reconhecimento dos territórios inimigos. Substituindo os balões, que representavam grandes riscos.
Alguns conflitos estranhos aconteciam no ar, como trocas de tiros e um jogando granadas nos outros.
Em 1915 os aviões foram projetados para batalhas aéreas, mesmo não tendo batalhas gigantescas, como foi na segunda guerra, devido principalmente ao fato de os aviões não possuírem espaços e também não suportarem tanto peso dos armamentos.
Em 1917 começou a surgir aviões com bombardeios mais avançados e os bombardeios aéreos tinham um efeito psicológico desastroso, causava pavor nos inimigos.
A guerra deixou de ser apenas nos campos de batalhas, os aviões colocaram toda a sociedade na linha de ataque, pela primeira vez os civis estavam na linha de ataque.  As guerras chegaram nas cidades.
Um piloto alemão chamado Manfred von Richthofen (1892-1918), conhecido como o Barão Vermelho se tronou um dos símbolos de combate, conseguindo feitos históricos para o exército alemão no combate de aviões contra aviões. Morreu em 1918 em combate.
Em 1917 a Rússia enfrentava sérios problemas internos, com conflitos gerados por problemas econômicos, sociais e políticos, desde o início da guerra, em março de 19717 teve inclusive a queda do imperador e não tendo outra solução a Rússia sai da guerra.
 Mas a saída da Rússia não facilitou a vida dos impérios centrais, pois os Estados Unidos entram na guerra do lado dos aliados.
Durante a Primeira Guerra houve vários conflitos no mar com fortes investimentos e aprimorarão das tecnologias no combate marítimo, com a Inglaterra chegando a colocar o primeiro porta-avião no mar em 1917.
A Alemanha fazia fortes ataques submarinos aos navios inimigos e fornecedores de suprimentos dos inimigos. Entre os navios afundados pelos alemães foram sete dos Estados Unidos, que era o principal fornecedor de alimentos e suprimentos para franceses e ingleses, além de emprestar altos valores em dinheiro. Os Estado-unidenses não ficaram nada felizes e declararam guerra à Alemanha.
Em 1918 soldados americanos eram desembarcados aos milhares pelo Europa. A entrada dos Estados Unidos faz toda a diferença e define a guerra.
Quem também teve embarcações afundadas por submarinos alemães foi o Brasil, que mesmo prometendo ficar neutro no início da guerra, foi pressionado a responder aos alemães e em outubro de 1917 o governo brasileiro declaram guerra a Alemanha.
A participação do Brasil foi principalmente enviando soldados da marinha e médicos para a Europa, cabe lembrar que na época o Brasil não tinha soldados preparados para tal conflito, a maior participação foi enviando navios da marinha para ajudar a proteger a costa da Europa, um fato marcante foi quando os soldados brasileiros praticamente exterminaram um bando de Toninhas, que é bem parecido com um golfinho. Imaginando que fosse um submarino alemão. O evento ficou conhecido como a Batalha das Toninhas.
As trincheiras trouxeram ao homem novas modalidades de combate. Entre elas, lança chamas. Foi utilizada por ambos os lados para romper os inimigos no campo de batalha. Foi utilizado os veículos blindados, com o intuito de atingir os inimigos sem serem alvejados, poderia transitar pela terra de ninguém.
Outro importante feito foi a descoberta do telefone sem fio, que facilitou muito a comunicação entre os soldados e não era mais necessário o descolamento de toda a tropa.
Em 1917 o mundo conheceu um dos mais importantes instrumentos, que foi o tanque de guerra. Pois conseguiram romper as trincheiras e atingir os inimigos, sendo fundamental para se aproximar o fim da guerra, junto com a entrada dos Estados Unidos.
A terceira fase:
Ofensiva de 1918 – quando rolaram os ataques finais da guerra.
Em 1918 os Armênios declaram guerra contra o Império Otomano. A declaração se deu devido ao fato de os otomanos terem cometidos diversas atrocidades contra os povos que ficavam na região onde se localizavam armênios desde o início da guerra, com verdadeiros genocídios. Mais ou menos um milhão e meio de armênios morreram nos campos de concentração até 1918, pelos otomanos.
Os estados Unidos mandavam em 1918 aproximadamente 300 mil soldados por mês para o combate na Europa. O que fez aos alemães tentar acatar desesperadamente a França antes que a Europa enchesse de soldados americanos. Não deu muito certo. Os soldados americanos chegaram e apoiaram a França.
Os aliados entenderam que era hora da batalha final, começando a ofensiva dos cem dias entre agosto e novembro de 1918, indo para cima dos soldados adversários, essa foi uma guerra muito sangrenta com muitas mortes dos dois lados. Alemanha foi obrigada a recuar, perdendo praticamente todo o território que havia conquistado.

A Itália continuava atacando Império Austro-Húngaro e fez com que todo o império se desintegrasse, formando vários outros países.
Diante de tal situação só faltava apenas a Alemanha, todos os impérios aliados já haviam caído, com a rendição dos impérios Otomano e Austro-Húngaro. Dentro da Alemanha estava um caos, depois das derrotas houve um desentendimento generalizado com revoltas e pequenas revoluções, levando o imperador a abandonar o trono, fugindo para a Holanda. Em novembro de 1918 a Alemanha vira uma república. Dois dias depois o novo governo se rende aos aliados. Pondo fim ao conflito mundial.
O mundo nuca mais seria o mesmo. Todos os impérios foram desintegrados, dando espaço a uma série de novos países. O centro do mundo sai da Europa e se torna os Estados Unidos da América.
Foi criada a liga das nações - uma espécie de antecessora da ONU (Organização das Nações Unidas), criada pelo tratado de Versalles. Tinha como objetivo impedir que guerras como aquela acontecesse. Ironicamente essa guerra foi chamada de a guerra para acabar com todas as guerras. Porém o futuro mostraria que não.
O tratado de Versalles, escrito pelos países que venceram a guerra colocaram os alemães como os únicos culpados pelo conflito mundial, abrigando o país a devolver os territórios conquistados e a pagar uma fortuna como indenização para os aliados. Levando o país a falir completamente nos anos de 1920. Muitos alemães ficaram muito insatisfeitos com o tratado de Versalles, considerando como regras injusta e humilhantes por demais. Entre os insatisfeitos está Adolfo Hitler.