segunda-feira, 19 de agosto de 2013

A Civilização Romana e as Migrações Bárbaras




O mito da fundação de Roma
 
Diz a lenda que Roma foi fundada no ano 753 a.C. por Rômulo e Remo, filhos gêmeos do deus Marte e da mortal Rea Sílvia. Ao nascer, os dois irmãos foram abandonados junto ao rio Tibre e salvos por uma loba, que os amamentou e os protegeu. Por fim, um pastor os recolheu e lhes deu os nomes de Rômulo e Remo. Depois de matar Remo numa discussão, Rômulo deu seu nome à cidade. A história, por sua vez, nos diz que algumas tribos de origem sabina e latina estabeleceram um povoado no monte Capitolino, junto ao rio Tibre. 

A Monarquia 

Num período lendário, Roma foi governada por sete reis que tinham poder absoluto. O Senado, formado por chefes de família, os aconselhava. Por volta de 575 a.C., os reis etruscos dominaram Roma e influenciaram decisivamente o início da civilização romana. Ditaram leis prudentes em favor do artesanato e do comércio, com os quais Roma adquiriu grande importância. Aos poucos, porém, esses reis deram lugar a outros monarcas, violentos e tirânicos, que desprezavam as opiniões do Senado. 

A república e seus magistrados 

As famílias patrícias que formavam o Senado, temerosas de perder seu poder diante da tirania dos reis, os expulsaram e proclamaram a República. Esta se baseava em três órgãos: o Senado, os magistrados e as Assembléias, simbolizados pela conhecida sigla S.P.Q.R. (Senatus Populusque Romanus, ou seja, "Senado e povo romano"). 

O trabalho dos escravos 

Em conseqüência das guerras de expansão, os escravos em Roma eram muito numerosos. Não eram considerados seres humanos, mas sim propriedades e, portanto, eram explorados e vendidos como mercadorias. Seu trabalho, no artesanato e na agricultura, era decisivo para a produção de bens necessários para a sociedade. Podiam comprar a sua liberdade ou então serem libertados pelo proprietário. A partir do século II a.C., sucederam-se diversas rebeliões de escravos, como a comandada por Espártaco. 

O exército romano 

O Império Romano dependia de um exército forte e bem organizado, que realizava as campanhas de expansão e defendia as fronteiras. Os legionários eram a base do exército romano; a maioria deles eram voluntários. Para entrar no exército era imprescindível ser cidadão romano. O exército estruturava-se em legiões de seis mil soldados, cada uma dividida em dez cortes. 


A religião romana 

A religião romana foi formada combinando diversos cultos e várias influências. Crenças etruscas, gregas e orientais foram incorporadas aos costumes tradicionais para adaptá-los às novas necessidades do povo. O Estado romano propagava uma religião oficial que prestava culto aos grandes deuses de origem grega, porém com nomes latinos, como por exemplo, Júpiter, pai dos deuses; Marte, deus da guerra, ou Minerva, deusa da arte. Em honra desses deuses eram realizadas festas, jogos e outras cerimônias. Os cidadãos, por sua vez, buscavam proteção nos espíritos domésticos, chamados lares, a quem rendiam culto dentro de casa. O Edito de Milão de Constantino estabeleceu a liberdade de culto aos cristãos, encerrando as violentas perseguições. No século IV d.C., o cristianismo tornou-se a religião oficial, por determinação do imperador Teodósio.


 A arte romana 

Inspirada no modelo grego, a arte romana incorporou as formas e as técnicas de outras culturas do Mediterrâneo. 
Roma destacou-se na arquitetura com grandes edifícios privados e públicos. Entre os privados, incluem-se as casas e as residências coletivas. Os públicos dividem-se em religiosos (templos), administrativos e comerciais (basílicas) e lúdicos (teatro, anfiteatro e circo). O espírito prático de Roma reflete-se no urbanismo e nas grandes obras de engenharia, como estradas e aquedutos. 

A cidade de Roma no século I a.C. 

No século I a.C., Roma passou por uma transformação espetacular, tornando-se uma cidade repleta de confortos, com casas comerciais, jardins e edifícios monumentais. Construíram-se numerosas residências e locais de diversão – como o Coliseu – e foram feitas grandes melhorias no sistema de esgotos e nos aquedutos da cidade.


A crise do Império Romano 

A partir do século III, o Império Romano entrou em declínio. Com o fim das guerras de conquista, esgotou-se a principal fonte fornecedora de escravos. Teve início a crise do escravismo que abalou seriamente a economia, fez surgir o colonato e provocou o êxodo urbano. Além disso, houve disputas pelo poder e as legiões diminuíram. Enfraquecido, o Império Romano foi dividido em dois e a parte ocidental não resistiu às invasões dos bárbaros germânicos no século V

sábado, 3 de agosto de 2013

Dicas de filmes para estudar para o ENEM.

Olá estudante!

Se você procura por alternativas que possam ajudar você a se preparar para o Enem 2013, confira algumas dicas de filmes para complementar seus estudos e entenda como esse recurso pode ser útil.

Muitos alunos veem os estudos como algo maçante já que, normalmente, utilizam sempre o mesmo método: apenas leem os textos que são pedidos e fazem exercícios de assimilação, sem um direcionamento que ajude a tornar o que foi estudado como algo possível de ser relacionado com o cotidiano.Filmes podem tornar essa experiência possível e mais agradável facilitando a compreensão do conteúdo. No Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), que costuma relacionar História com a atualidade, assistir a obras cinematográficas que abordem períodos históricos pode ser muito útil para a resolução das questões da prova.

Se você está se preparando para o Enem 2013, veja a seguir alguns filmes que abordam os períodos históricos que aparecem com mais frequência na prova, complemente seus estudos e ainda analise as diferenças entre os hábitos do presente e de outras épocas:

História Geral

1. Revolução Industrial

Tempos Modernos, 1936
A Revolução Industrial é um dos temas mais recorrentes no Enem. O filme Tempos Modernos, de Charles Chaplin, é uma comédia que retrata características da Segunda Revolução Industrial, mostrando formas de trabalho e a sociedade da época.

2. Renascimento

Shakespeare Apaixonado, 1998
Aborda a produção artística e características da sociedade na época do Renascimento Cultural.

3. Revolução Francesa e Iluminismo

Amadeus, 1985
“Amadeus” retrata a vida do músico Amadeus Mozart, que viveu no século XVIII, quando surgiu o Iluminismo, e mostra diversos aspectos desse movimento cultural.

Casanova e a Revolução, 1986
Apesar de retratar uma situação fictícia, esse filme mostra diversos aspectos da Revolução Francesa, como os pensamentos e o comportamento da sociedade.

Maria Antonieta, 2005
O filme retrata características e costumes da vida da corte na época da Revolução Francesa.

4. Guerra Fria

Vampiros de Almas, 1956
Um filme de ficção que é uma metáfora da paranoia estadunidense em relação a URSS na época da Guerra Fria.

Cupido não tem Bandeira, 1961
Comédia que mostra, como uma sátira, a maneira como os Estados Unidos e a URSS viam um ao outro.

História do Brasil

1. Brasil Colônia

Carlota Joaquina, Princesa do Brazil (no título do filme Brasil é com z mesmo), 1995
O filme aborda a permanência da corte portuguesa no Brasil. Como o filme é bastante satirizado, o estudante deve tomar cuidado no discernimento do que é real e o que não é para separar o que pode ser usado como complemento nos estudos.

2. República Velha

O Baile Perfumado (filme completo está no YouTube), 1996
A obra retrata a saga real do responsável pelas únicas imagens existentes do famoso cangaceiro Lampião, responsável por revoltas no sertão nordestino. Essas imagens foram confiscadas pela ditadura do Estado Novo.

Abril Despedaçado, 2001
Dirigido por Walter Salles, o filme tem o sertão brasileiro no período da República Velha como plano de fundo e mostra o cotidiano da época.

3. Era Vargas

Olga, 2004
“Olga” tem como plano de fundo a época do Estado Novo, mostrando características da Era Vargas e como foi a Intentona Comunista.

4. Ditadura Militar

O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias, 2006
Esse filme brasileiro mostra uma visão interessante sobre a Ditadura Militar. A história se passa em 1970, quando a seleção brasileira de futebol venceu a Copa do Mundo.

Aproveite esta dica!

Fonte: Universia Brasil

Copiado na íntegra de:

http://canaldoensino.com.br/blog/filmes-para-estudantes-do-enem

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

A Guerra, o Cinema e a Propaganda

Ainda que o termo "guerra", no sentido estrito, refira-se à confrontação violenta entre dois ou mais exércitos, o certo é que as batalhas não se desenvolvem sempre no chamado "campo de honra", mas também em terrenos não menos respeitáveis como o da mídia: pelo rádio, pelo cinema e pela televisão. Comentar o "cinema de guerra", pois, é falar também do cinema como veículo de idéias políticas, econômicas e sociais. Nos tempos, não tão distantes como parece, em que a televisão não era o principal meio de doutrinamento das massas, o cinema era a arma mais poderosa para convencer um povo em guerra acerca daqueles princípios indiscutíveis que tornam inevitável a vitória e que permanecem sintetizados na absoluta superioridade técnica e moral sobre o inimigo. Por outro lado, este necessita das mínimas motivações que legitimem sua atitude.
Já na Primeira Guerra Mundial, deu-se início à utilização do cinema como suporte do esforço bélico, todavia, de forma bastante limitada e ingênua. Embora a sétima arte começasse a sair da infância, ainda não gozava da confiança dos poderes políticos e militares e nem detinha o atrativo irresistível em relação à grande parcela da população, como ocorrerá alguns anos mais tarde. As fitas de propaganda que circularam no período da Grande Guerra eram poucas e de origem quase exclusivamente norte-americanas. Isto se deve, basicamente, ao elevado nível industrial que o cinema dos EUA havia alcançado e sua grande capacidade de "seduzir" o público, e, por outro lado, condicionar suas principais características. Como os Estados Unidos demoraram muito para entrar nessa disputa, percebemos que os primeiros filmes dedicados à Guerra possuíam uma curiosa mensagem pacifista: o exemplo mais conhecido é a produção de Thomas H. Ince,Civilization (1916, estreada na Espanha com o título de La Cruz de la Humanidad), que poderia ser considerada como um apoio tácito à candidatura isolada de Woodrow Wilson. Seu antibelicismo primário e retórico encaixa com perfeição na raiva antigermânica, igualmente irracional, que pode ser apreciada em um filme posterior à disputa, porém, também produzido por Ince: Bahind the Door (1920). Nesta virulenta denúncia da barbárie tudesca, podemos ver como os tripulantes de um submarino alemão violam e assassinam uma enfermeira americana e depois se desfazem do cadáver mediante um prático e original recurso com o lança-torpedos. Estabelecida a premissa de que os alemães são umas feras sem consciência, os autores nos preparam para a cena final, na qual o marido da enfermeira (que tem a astúcia de se apresentar como um imigrante de origem alemã) tem a oportunidade de se vingar do capitão do "V-Boot", esfolando-o vivo.
Em resumo, podemos dizer que os filmes de propaganda contemporâneos à Guerra de 1914 não têm a sutileza, complexidade — porque dizem tudo — e a efetividade que teriam os produzido ao abrigo da Segunda Guerra Mundial, mais mortífera e também muito mais "ideológica". Por isso, vamos limitar nossa exposição ao período compreendido entre 1933 (marcado pela ascensão do nazismo na Alemanha) e 1945 (final oficial da Segunda Guerra), e àqueles países europeus submetidos a um regime político totalitário, isto é, o Terceiro Reich, a Itália fascista e a União Soviética. Isso não quer dizer que os Estados Unidos não praticaram, através de Hollywood, uma defesa consciente de seus interesses políticos e, sobretudo, econômicos; porém, ao basear sua mensagem em conceitos teoricamente "positivos", como são os de repulsa à tirania, defesa da democracia e da autodeterminação dos povos, etc., suas películas são menos ilustrativas do que entendemos habitualmente como propaganda bélica.

Independência dos Estados Unidos


Considerada a primeira revolução americana, fique por dentro dos fatos que levaram ao processo deIndependência dos Estados Unidos.
Entre 1607 e 1733, nas costas orientais da América do Norte, os ingleses fundaram treze colônias. Cada uma delas, politicamente, dispunha de liberdades limitadas, sendo governadas por ingleses nomeados pelo rei da Inglaterra. Sob o aspecto econômico, as colônias submetiam-se, teoricamente, ao regime de exclusividade comercial: só podiam comerciar com a metrópole. No norte se destacava a pequena propriedade, predominando a agricultura, o comércio e a pesca, para consumo local. No sul predominavam as plantações de tabaco e algodão para exportação, cultivadas por escravos negros explorados pelos aristocratas.


O processo de indepen­dência dos EUA

A nova política colonial in­glesa
As divergências existentes na Europa entre a França e a Inglaterra pela hegemonia mundial acabaram por chegar à América, devido aos conflitos pela exploração do comér­cio colonial. Em 1756, iniciou-se a Guerra dos Sete Anos, em que a In­glaterra, envolvida com outros palcos do conflito, deixou praticamente aos colonos a defesa de suas posses­sões na América. A luta contra os franceses e seus aliados indígenas despertou nos colonos um forte senti­mento de autoconfiança, bem como a consciência de sua força militar.Pela primeira vez, as Treze Colônias uni­ram-se em torno de um ideal comum que mais tarde culminaria na Independência dos Estados Unidos. Vários líderes militares surgiram neste conflito, destacando-se a figura do aristocrata George Washington. 
A Inglaterra saiu-se vitoriosa do conflito contra a França, surgindo, porém, uma forte crise econômica devida aos gastos militares. Procu­rando recuperar seu erário bastante abalado, os ingleses adotaram uma nova política administrativa sobre suas colônias, caracterizada pelo ar­rocho. A liberdade comercial, que os colonos possuíam até então, restrin­giu-se às rígidas práticas do pacto colonial.
Com o término da Guerra dos Sete Anos, a Inglaterra proibiu a apropriação de terras situadas a oes­te, entre as regiões dos montes Alleghanies e o Mississippi, e entre a Flórida e Quebec, justificando serem reservas indígenas, o que causou forte descontentamento entre os co­lonos, ávidos por novas terras. No ano seguinte, em 1764, a Inglaterra promulgou a Lei do Açúcar, que estabelecia uma taxa sobre o melaço comercializado pelos colonos com outras nações. Novas restrições mercantilistas surgiram quando, em 1765, foi aprovada a Lei do Selo, pela qual a metrópole inglesa obrigava que vários produtos, como jornais, revistas, baralhos e livros, fossem sobretaxados com um selo.
As treza colônias antes da independência
Em 1767, o Parlamento britânico aprova a Lei do Chá, que dava mono­pólio de comercialização do produto à Cia. Inglesa das índias Orientais.


A reação dos colonos e a independência

Contra a Lei do Chá, que conce­dia a exclusividade de comércio des­te produto à Cia. da índias Orientais (inglesa), os colonos protestaram através do Boston Tea Party. A Ingla­terra reagiu com a promulgação das "Leis Intoleráveis".
Os colonos reuniram-se em 1775, na cidade de Filadélfia, num congresso que reivindicava a revo­gação das "Leis Intoleráveis", sem, no entanto, pretender a indepen­dência das colônias.
Nesse ínterim, ocorreram alguns choques entre os colonos e soldados ingleses, dando início à guerra entre as duas partes. Em 1776, o Segundo Congresso de Filadélfia rompeu com a Inglaterra, aprovando a Declaração de Independência dos Estados Unidos elaborada por Thomas Jefferson.
A Guerra de Independência du­rou até 1781, tendo sido os colonos comandados por George Washin­gton. A França, a Espanha e a Ho­landa apoiaram os insurretos. A França foi quem deu maior auxílio, enviando o marquês de La Fayette e o general Rochambeau. A vitória decisiva aconteceu em Yorktown, na Virgínia.
No ano de 1783, em Versalhes, a Inglaterra reconheceu a indepen­dência das Treze Colônias da América do Norte. Em 1787, ficou pronta a Constituição, que definiu um regime republicano para os Estados Unidos.
Por: Paulo Magno da Costa Torres