sábado, 7 de fevereiro de 2026



As Divisões dos Continentes 




Indicação de texto completo sobre os Continentes no link abaixo: Acesso em 07-02-2026.

                                       link: https://brasilescola.uol.com.br/geografia/continentes.htm
 

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2024

Linha Cronológica da História Humana - Divisão da História.

 Toda vez que abrimos um livro de História ou começamos um assunto novo na História, nos deparamos com a divisão dos tempos históricos. Em resumo, são cinco os períodos que os livros e professores nos apresentam: Pré-História, Antiguidade, Idade Média, Idade Moderna e a Idade Contemporânea. Antes de pensarmos um pouquinho mais sobre essa divisão, vamos citar brevemente quais os fatos centrais e características que cada um desses períodos apresenta.

A Pré-História começa no aparecimento dos primeiros seres humanos na Terra, até 4000 anos antes de Cristo, quando temos a invenção da escrita. Nesse tempo, observamos intensamente a relação dos homens com a natureza, a realização das primeiras invenções,a criação de ferramentas e outros aparatos que viabilizaram a vida humana na Terra e, mais tarde, possibilitaram o surgimento das primeiras comunidades humanas.
Chegando à Antiguidade, que vai de 4000 antes de Cristo até o ano de 476 depois de Cristo, observamos a formação de uma série de civilizações. Egípcios, sumérios, mesopotâmios, gregos e romanos são os povos estudados com maior frequência. Apesar da enorme distância temporal em relação aos dias de hoje, podemos ver na Antiguidade a concepção de várias práticas, valores e tecnologias que ainda têm importância para diversos povos de agora.
Situada entre os anos de 476 e 1453, a Idade Média compreende um período de aproximadamente mil anos. Na parte ocidental do mundo, costumamos olhar atentamente para a Europa Ocidental. Esse lugar foi tomado pelos valores da religião cristã, que se torna uma das mais importantes crenças de todo o planeta. Mesmo tendo muito poder e autoridade, a Igreja não tinha poder absoluto nesses tempos. As artes, a literatura e a filosofia tiveram um espaço muito rico e interessante nessa época da história.
A Idade Moderna fica datada entre os anos de 1453 e 1789. Nesse tempo, diversas nações europeias passam a encontrar, dominar e explorar várias regiões da América e da África. A tecnologia desenvolvida nesse tempo permitiu reduzir distâncias e mostrar ao homem europeu que o mundo era bem maior do que ele imaginava. As monarquias chegaram ao seu auge e também encararam sua queda nesse mesmo período. Com a Revolução Francesa, ocorrida em 1789, novos padrões políticos apareceram.
A Idade Contemporânea, que vai de 1789 até os dias de hoje, é um período histórico bastante curto, mas ainda assim marcado por muitos acontecimentos. As distâncias e relações humanas, em parte graças à Revolução Industrial desenvolvida no século XVIII, se tornam ainda menores. O desenvolvimento do sistema capitalista permite a exploração de outras parcelas do mundo e motiva terríveis guerras. Chegando ao século XX, a grande renovação das tecnologias permite que pessoas, nações e ideias se relacionem de uma forma nunca antes vista.
Percebendo essas divisões do tempo, você pôde notar que existem períodos históricos que são mais longos e outros que são bem mais curtos. Dessa forma, vemos que a divisão da História não obedece ao tempo cronológico, no qual um dia sempre terá vinte quatro horas, uma hora sempre terá sessenta minutos e um minuto possuirá sessenta segundos. Desse modo, aparece uma questão: o que determina o início e o final dessas tais divisões que a história tem?
É nesse momento que entra em ação os historiadores, que pensam as experiências e transformações sofridas pelos homens ao longo do tempo. De acordo com as transformações consideradas mais importantes e significativas, com o passar do tempo, abre-se a possibilidade de discutir se um período histórico se encerra e um novo se inicia. Em termos práticos, a divisão ajuda a definir quais os eventos têm maior proximidade entre si.
Mas é importante tomar um grande cuidado com a divisão da História. O começo e o fim de um determinado período não significam que o mundo se transformou completamente na passagem de um período para o outro. Muitos dos valores de uma época se conservam em outros períodos e se mostram vivos no nosso cotidiano. Sendo assim, as divisões são referenciais que facilitam nosso estudo do passado, mas não ditam quando a cabeça dos homens exatamente mudou.

Por Rainer Gonçalves Sousa
Colaborador Escola Kids
Graduado em História pela Universidade Federal de Goiás - UFG
Mestre em História pela Universidade Federal de Goiás - UF
Texto copiado na íntegra.





domingo, 28 de maio de 2023

Combate à discriminação racial: racismo estrutural perpetua desigualdades

 01/07/22 - O 3 de julho marca o Dia Nacional de Combate à Discriminação Racial. A data faz alusão à aprovação da primeira legislação contra o racismo no Brasil, em 3 de julho de 1951. Trata-se da Lei 1.390, que incluiu, entre as contravenções penais, a prática de atos resultantes de preconceitos de raça e cor.

A discriminação racial corresponde a toda distinção, exclusão, restrição ou preferência baseada em raça, cor, descendência ou origem nacional ou étnica. Ocorre que, nem sempre, a discriminação é algo evidente ou um ato isolado. Ela está presente no dia a dia, como produto de uma construção social e cultural histórica: é o que se chama de racismo estrutural. Este se perpetua com a reprodução cotidiana de discursos e práticas, mesmo que isso ocorra de forma inconsciente. 

Atuação da Justiça do Trabalho

A Justiça do Trabalho tem sido acionada em casos de discriminação racial no ambiente de trabalho. Se provada ou admitida a conduta, pode determinar ao empregador a reparação do dano ao trabalhador com multas ou sanções ao empregador, que deve coibir a prática. 

Em 2020, por exemplo, a Segunda Turma do Tribunal Superior do Trabalho considerou que a falta de diversidade racial em um guia de padronização visual de uma rede de laboratórios configurava-se discriminação, ainda que indireta. A Turma entendeu que a publicação, ao deixar de contemplar pessoas negras, gerou efeito negativo sobre o quadro de pessoal e feriu o princípio da igualdade. “Toda a forma de discriminação deve ser combatida, notadamente aquela mais sutil de ser detectada em sua natureza, como a discriminação institucional ou estrutural”, destacou, em seu voto, a relatora do recurso, ministra Delaíde Miranda Arantes. 

Em 2021, uma empresa de serviços de mão de obra de São Paulo (SP) teve de indenizar em R$ 30 mil um porteiro chamado de “negro safado” por um zelador. A relatora do recurso, ministra Maria Helena Mallmann, considerou grave a agressão à honra do trabalhador. 

Proteção do Trabalhador 

A Convenção 111 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), ratificada pelo Brasil, define discriminação como “toda distinção, exclusão ou preferência fundada na raça, cor, sexo, religião, opinião política, ascendência nacional ou origem social, que tenha por efeito destruir ou alterar a igualdade de oportunidade ou de tratamento em matéria de emprego ou profissão” ou, ainda, “qualquer outra distinção, exclusão ou preferência que tenha por efeito destruir ou alterar a igualdade de oportunidades ou tratamento em matéria de emprego ou profissão”.

Além desse, diversos são os dispositivos legais que protegem o trabalhador contra qualquer forma de discriminação, inclusive racial. A Constituição Federal, por exemplo, proíbe, em seu artigo 7º, inciso XXX, diferenças salariais por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil. A CLT prevê multa por discriminação em razão do sexo ou etnia e assegura a isonomia salarial (artigo 461). Já a Lei 9.029/1995 veda qualquer prática discriminatória para efeito de acesso à relação de emprego ou sua manutenção, seja por motivo de sexo, origem, raça, cor, estado civil ou idade.

Expressões do dia a dia 

Até mesmo uma conversa aparentemente inocente pode alimentar preconceito e discriminação. Isso porque algumas expressões que fazem parte do dia a dia de muita gente carregam o racismo em sua origem ou no seu sentido.

Recentemente, por exemplo, ganhou repercussão negativa na imprensa um caso envolvendo o uso do termo racista “neguinho”. “Essa é uma das expressões mais difíceis”, avalia Paulo Rená da Silva Santarém, negro, técnico judiciário do TST desde 2004 e diretor do AqualtuneLab, coletivo voltado a estudos, propostas e análises das inter-relações entre Direito, Tecnologia e Raça. “O problema da palavra é a desvalorização do indivíduo a quem você está se referindo. A palavra ‘neguinho’ faz referência a alguém cuja individualidade é irrelevante”. 

Segundo ele, o sentido das expressões independe de sabermos o seu significado. Por isso, defende que, ao tomar conhecimento, é fundamental evitá-las e conscientizar os demais, ainda que essas palavras e expressões sejam utilizadas sem a intenção discriminatória. “Em um ambiente que é estruturado pelo racismo, se você se comporta de forma neutra, está replicando ou não está impedindo que o racismo se perpetue”, pondera.

Matérias temáticas

Quer saber mais sobre discriminação racial no ambiente de trabalho? Acesse a nossa página de matérias temáticas, que reúne diversos conteúdos sobre o tema.

O programa Jornada também elaborou um episódio sobre discriminação no trabalho, e o podcast “Trabalho em Pauta” abordou o racismo no mercado de trabalho.

(NP/TG/CF)  

Fonte: Texto copiado na íntegra.

https://www.tst.jus.br/-/combate-%C3%A0-discrimina%C3%A7%C3%A3o-racial-racismo-estrutural-perpetua-desigualdades   - Acesso em  28-05-2023.




sexta-feira, 12 de maio de 2023

O Povoamento da América.


"A Pré-história americana, em princípio, foca suas discussões sobre o período em que os primeiros homens pré-históricos ocuparam nosso continente. Esse assunto conta com diferentes pesquisas que indicam datas que variam entre 20 e 35 mil anos atrás. Investigações científicas ainda mais recentes trabalham com um período de 50 mil anos atrás.

Alguns cientistas trabalham com a hipótese de que a América, assim como os continentes africano e asiático, contava com populações próprias ou nativas. No entanto, a tese do autoctonismo não conta com afirmações materiais, pois ainda não foram encontrados fósseis humanos anteriores ao do Homo sapiens sapiens. Com isso, as correntes teóricas que defendem que grupos humanos teriam migrado de outros continentes para a América ganham maior destaque.

A teoria migratória de maior destaque acredita que os primeiros grupos humanos a chegar ao continente contavam com semelhanças físicas próximas das populações mongolóides e pré-mongolóides da Ásia. A chegada desses povos à América aconteceu graças ao congelamento do Estreito de Bering, que separa o continente asiático da porção norte da América. Há cerca de 12 mil anos, o congelamento do Estreito e a baixa no nível das águas do Oceano Glacial Ártico permitiram a migração do homem pré-histórico asiático para a América.

Os defensores dessa tese migratória se embasam nos vestígios pré-históricos encontrados no sítio de Clóvis, localizado no Novo México (EUA). No entanto, essa tese sofre grande questionamento. Uma dessas suspeitas sobre a Teoria do Estreito de Bering aconteceu quando, em 1975, o fóssil de uma mulher foi encontrado na região de Lagoa Santa, situada no estado brasileiro de Minas Gerais. Apelidada de “Luzia”, o antigo fóssil tem uma datação equivalente a dos primeiros povos a ocuparem a América do Norte. Além disso, seus traços são negróides como os das populações do continente africano ou dos aborígines australianos.

Baseado nessa descoberta revolucionária, a comunidade científica trabalha com uma terceira hipótese. De acordo com esses estudos, as populações que ocuparam primeiro o continente vieram de regiões do sul asiático, da Polinésia e da Oceania. Tais grupos humanos teriam se deslocado por meio de navegações feitas em embarcações de pequeno porte. Com o passar do tempo fixaram-se no litoral leste do continente americano e, posteriormente, buscado áreas pelo interior da América.

Sem chegar a um consenso final, as pesquisas arqueológicas e paleontológicas continuam na América. Cada dia, novas descobertas vão ampliando o debate sobre os povos formadores do nosso continente. Dessa forma, muitos vestígios pré-históricos americanos ainda esperam seu encontro com o homem contemporâneo.
Por Rainer Sousa
Graduado em História"

Veja mais sobre "Povoamento da América" em: https://brasilescola.uol.com.br/historia-da-america/ocupacao-continente-americano.htm

 Texto Copiado na íntegra.






 Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=mq_kQRmcwss

segunda-feira, 17 de abril de 2023

As mulheres no Mercado de Trabalho.


Mulher no mercado de trabalho: os desafios e as oportunidades.

O cenário da mulher no mercado de trabalho é bem melhor do que era nas décadas passadas. Muitos cargos, tidos como exclusivos para homens, hoje são ocupados com maestria por elas, o que deve ser valorizado e comemorado. Apesar disso, ainda encontramos muitas diferenças e barreiras, principalmente quando falamos de posições de maior destaque, como as de liderança.

Neste artigo, vamos abordar o mercado de trabalho para mulheres desde as principais conquistas até as perspectivas para os próximos anos, passando pelos desafios que elas ainda enfrentam no dia a dia. Confira!

Os desafios vencidos pelas mulheres no mercado de trabalho

A inserção da mulher no mercado de trabalho não se deu da noite para o dia. Até alcançar o nível de experiência profissional atual, elas tiveram que lutar bastante para conquistar direitos como estes abaixo.

Direito ao voto

Esse foi o pontapé inicial para todas as conquistas seguintes das mulheres na sociedade. Apenas os homens tinham o direito de decidir o futuro do país, e foi por meio de muita luta dos movimentos feministas, com o apoio e o reforço de outros movimentos que se instauraram ao redor do mundo que, em 1932, as mulheres conquistaram o direito ao voto.

Direito a trabalhar

Nessa mesma época, as mulheres ainda enfrentavam um machismo muito forte perante a sociedade. Até 1943, o Código Civil determinava que as senhoras casadas só poderiam sair para trabalhar com a autorização de seus maridos. Eles, em sua grande maioria, não a concediam para que elas cuidassem exclusivamente do lar e dos filhos.

Direitos trabalhistas

Foi também em 1943 que os primeiros direitos trabalhistas foram concedidos às mulheres, na primeira versão da CLT – Consolidação das Leis Trabalhistas. A maior parte das leis direcionadas às mulheres diz respeito à maternidade, tais como a licença-maternidade, o direito a intervalos para a amamentação e a estabilidade após o retorno da licença.

Os mercados em que elas estão em ascensão

De lá para cá, muita coisa evoluiu, e as mulheres estão conquistando cada vez mais espaço no mercado de trabalho, inclusive em áreas que já foram exclusivamente masculinas. Já são as mulheres a maioria no ensino superior, porém, são elas as que possuem maior dificuldade de colocação no mercado de trabalho

A Faculdade Anhanguera de Brasília é uma das IES privadas com maior porcentagem de estudantes mulheres no país, com 4.143 alunas, cerca de 65,7% do número total de alunos da instituição, segundo o Censo de Educação Superior (INEP).

Confira abaixo os mercados em que as mulheres estão conseguindo ganhar espaço:

Construção civil

A construção civil é uma área que sempre empregou muitos homens. Por envolver o trabalho braçal e pesado, a ocupação de pedreiro ou de mestre de obras era vista como imprópria para o “sexo frágil”.

Hoje, a realidade é outra. Além das mulheres que, literalmente, colocam a mão na massa nos cargos operacionais do setor, os cargos mais especializados também estão atraindo muitas profissionais competentes. Elas estão se formando em Engenharia Civil e se tornando responsáveis por obras de grandes proporções.

Tecnologia

A tecnologia é a área que mais se desenvolveu nas últimas décadas e teve, em seu início, uma grande predominância do público masculino. O preconceito sobre a capacidade das mulheres em relação às disciplinas de exatas contribuiu bastante para fortalecer as barreiras à sua entrada nesse mercado, mas isso já está caindo por terra.

Tanto as profissionais quanto as próprias empresas notaram que esse mito não fazia o menor sentido e, hoje, temos bons exemplos de mulheres atuando no desenvolvimento de sistemas, de jogos e em diferentes outros segmentos relacionados. Os principais cursos de graduação nesse sentido são os de Sistemas de Informação e Engenharia da Computação.

 

Direito

O direito, a área que manteve as mulheres afastadas das posições de destaque por tantos anos no início da história do Brasil, é, agora, uma área de grande participação delas. Mais do que advogadas, o curso de Direito está formando muitas juízas e delegadas que desempenham funções de liderança e autoridade em suas carreiras.

Os desafios que elas ainda precisam enfrentar na carreira

A mulher brasileira no mercado de trabalho já venceu muitas barreiras, mas ainda precisa enfrentar várias outras em seu dia a dia. Algumas delas são ainda mais desafiadoras, como listamos abaixo.

Jornada estendida

Mãe, esposa, dona de casa e profissional. As mulheres são várias em uma e, para dar conta de tudo, acabam sendo obrigadas a cumprir uma jornada dupla ou tripla. Elas precisam cuidar da casa, dos filhos, trabalhar e ainda estudar para se manterem competitivas no mercado. Exigência que os homens não sofrem com tanta veemência.

Preconceito

Muitos homens ainda enxergam as mulheres como frágeis e incapazes. Como se não tivessem inteligência suficiente para lidar com questões mais complexas, exigidas por cargos mais altos, ou se não merecessem o mesmo tipo de tratamento. Isso se reflete na diferença salarial e na diferença de ocupação em cargos de liderança nas empresas.

Falta de apoio

Como se não bastasse toda essa luta, a mulher nem sempre conta com o apoio da família para seguir sua carreira. Fato que está diretamente relacionado com a questão do preconceito e da cultura machista que serve como base da sociedade atual. Muitas vezes, a família reverbera a ideia de que a mulher tem o dever de cuidar da casa, dos filhos e do marido apenas porque foi assim que aprenderam.

Perspectivas para um futuro próximo

Quando pensamos no mercado de trabalho em geral, as perspectivas são bastante positivas. No recorte que tange às mulheres não é diferente, já que não existe mais uma diferenciação legal entre o que elas podem ou não fazer em relação aos homens.

A economia mundial dá sinais de recuperação, o que fatalmente reflete na criação de novas vagas de emprego em todos os setores. Com o crescimento e a maior visibilidade das lutas por igualdade de gênero, a ocupação tende a ser mais bem distribuída, com mais oportunidade para aquelas que estiverem devidamente capacitadas.

A evolução da mulher no mercado de trabalho mostra que muito já foi conquistado, mas muito ainda há de ser feito. Vencer desafios está no sangue delas, que já se acostumaram a ter que “matar um leão por dia”. Mas o que fica de positivo é que o caminho já está sendo seguido, e a tendência é que ele se torne ainda melhor daqui em diante.

Aqui na Anhanguera, pensando em contribuir com essa luta, disponibilizamos para nossos alunos, independentemente do curso, o Canal Conecta. Essa plataforma de empregabilidade permite que todos eles, sem distinção de gênero, tenham acesso às melhores vagas nas grandes empresas do Brasil, guiando-os até os seus objetivos.

O que achou deste artigo? Ele foi útil para você? Se você é mulher ou tem alguma mulher especial na sua vida, este conteúdo pode ajudá-la a planejar melhor a carreira. Então, ajude-nos a fazer com que este texto chegue a mais pessoas compartilhando-o em suas redes sociais.

Fonte:https://blog.anhanguera.com/mulher-no-mercado-de-trabalho/?utm_source=google&utm_medium=cpc&utm_campaign=AEDU::L3::PerformanceMax::CursosLTV::TargetROAS::PIM&gclid=CjwKCAjw3POhBhBQEiwAqTCuBr9wqDpqg-D_v9ft7jejDPsPYQ3caD_EB50VFOlGNSzMNQiOiqEe-RoCSPcQAvD_BwE&gclsrc=aw.ds – Acesso em 17/04/2023.

Texto copiado na íntegra.




 

Fonte: https://youtu.be/aTttG1_Tznw

domingo, 12 de março de 2023

 

Conflitos e precarização no mundo do trabalho.




Fonte: https://brasilescola.uol.com.br/sociologia/conflitos-precarizacao-no-mundo-trabalho.htm - em 12-03-2023.




Fonte: https://youtu.be/ttciccleoIg a cesso em 12-03-2023


quinta-feira, 24 de setembro de 2020

Capoeira

A capoeira é uma expressão cultural caracterizada por seus movimentos ágeis e harmoniosos, em ritmo de música e aspectos coreográficos. Na capoeira os praticantes utilizam mais os movimentos com os pés e a cabeça e menos os movimentos com as mãos.

Capoeira. Foto: Cassiohabib / Shutterstock.com

O principal instrumento utilizado na capoeira é o birimbau. É ele que dita o ritmo e o estilo de jogo dando um som característico à capoeira. O berimbau é basicamente constituído de um pedaço de arame, um pedaço de pau e uma cabaça. Os ritmos podem ser bem variados A capoeira surgiu no Brasil, como uma forma de resistência dos escravos trazidos da África na época colonial. Além de ser utilizada para defesa física, a capoeira foi uma forma de resguardar a identidade dos escravos africanos. Principalmente porque ela se consolidou no Quilombo dos Palmares. Passou aí a ser vista como uma prática violenta. Por isso mesmo, a capoeira foi proibida por um longo período, precisamente até 1930, quando mestre Bimba fez uma apresentação da luta para o então presidente Getúlio Vargas, que a transformou em esporte nacional brasileiro.

Atualmente, fala-se em “jogo de capoeira” ou em “roda de capoeira”, pois normalmente os movimentos são apenas simulações de ataque, defesa e esquiva entre dois capoeiristas. O objetivo do jogo é demonstrar superioridade em quesitos como a força, a habilidade, a autoconfiança e, sobretudo, através do gingado.Gingado é o movimento de todo o corpo de forma ritmada, mantendo o corpo relaxado, deslocando o centro de gravidade do corpo constantemente e mantendo-se alerta para movimentos de esquiva, ataque e contra-ataque.

Existem vários estilos de capoeira, sendo 3 os principais:

Capoeira Angola – é a mais antiga, da época da escravidão. Suas principais características são: os golpes são jogados próximos ao chão, o ritmo musical é mais lento e há muita malícia. Durante a roda os participantes não batem palmas.

Capoeira Regional – Mantém a malicia, mais o ritmo musical e os movimentos são mais rápidos e secos. Acrobacias são menos utilizadas. Durante a roda os participantes batem palmas.

Capoeira Contêmporanea – Mais praticado atualmente, esse estilo une algumas caracteristicas da Capoeira Angola e Regional.

A prática da capoeira provoca o aumento da freqüência cardíaca, o desenvolvimento muscular e a queima de gordura e desenvolve força muscular, flexibilidade e resistência física.

Texto copiado na íntegra.

Fonte: https://www.infoescola.com/artes-marciais/capoeira/








segunda-feira, 27 de julho de 2020

Refugiado - Somos todos filhos da mesma Terra.

O termo refugiado se refere a uma categoria específica de deslocado internacional. Nem todo imigrante é refugiado, pois segundo a ACNUR (Alto Comissariado da Nações Unidas para Refugiados), são consideradas pessoas refugiadas apenas aquelas que sofrem com um temor fundado de perseguição, ou seja, pessoas que realmente encontram em seu lugar de origem um risco de vida. Vale destacar que esses refugiados sofrem, pois há o rompimento de laços sociais, familiares e culturais.

Na última década o acirramento dos conflitos armados no Oriente Médio foi um catalisador dos intensos fluxos de saída na Ásia. Deste continente partem quase 60% do total de refugiados do mundo e é nele que se abriga mais da metade desde total. Os países mais ricos da União Europeia são grandes pólos de atração da rota dos refugiados, porém, países como Turquia, Paquistão e Líbano recebem um número duas vezes maior do que os países integrantes desse bloco. Na África, segunda no ranking de fluxo de refugiados, 90% dos desalojados permanecem no continente, evidenciado o fator geográfico como forte determinante na escolha do destino (principalmente pelo alto custo do tráfico para a Europa) e também a questão de que a urgência leva as pessoas a fugirem para a nação mais próxima.

A chamada “crise dos refugiados” traz à tona a questão do acirramento do sentimento de xenofobia, que é o temor infundado a pessoas estranhas ao seu meio, como os estrangeiros. Ocorrendo principalmente na Europa e nos Estados Unidos em contexto de estagnação econômica e medo do terrorismo, baseia-se em um sentimento de superioridade de uma cultura sobre outra, estereótipos (como a islamofobia) e argumentos de perdas econômicas.

Outras categorias importantes para essa questão:

  • Migrante – Qualquer pessoa que se desloca do país/região em que nasceu. Há dentro desta categoria, o chamado migrante econômico que é quem saiu do seu país de origem por vontade própria motivado por melhores condições de trabalho. A maioria se desloca para países mais desenvolvidos porém, desde a crise de 2008 as nações em desenvolvimento (e não apenas as desenvolvidas, que foram as principais nações afetadas pela crise) também atraem estrangeiros com motivações econômicas.
  • Emigrante – Indivíduo que deixa determinado lugar para estadia permanente. Dentre os motivos estudados para emigração, há aqueles que participam do fenômeno conhecido como “fuga de cérebros”, isto é, trabalhadores qualificados de países mais pobres e/ou com poucas oportunidades profissionais, que são atraídos para países com maior capacidade de absorção de mão de obra qualificada.
  • Imigrante – É o status do migrante ao entrar em outro país/região para ali viver. O refugiado é obrigatoriamente um imigrante, mas nem todo imigrante é refugiado. Dentro da categoria de imigrante, os refugiados correspondem à uma categoria legal definida pelo Estatuto do Refugiado de 1951. Segundo esse documento todo o indivíduo que sofrer perseguição por grupo social, religião, raça, etnia e posicionamento político pode recorrer ao status de refugiado. Se o país assinou o documento da ONU, o refugiado deve ser recebido e não pode ser extraditado.
  • Deslocado internamente – Ocorre quando não há a travessia da fronteira, ou seja: quando a pessoa deixa sua casa fugindo de uma situação de violência, mas não sai do seu país. A maior parte deste movimento ocorre na Ásia e África. Na América do Sul a Colômbia se destaca pelos conflitos internos envolvendo as FARC e ELN.

Bibliografia

Guia do Estudante. Atualidades vestibular + ENEM. Ed.26. 2º S 2017 Editora Abril

Texto originalmente publicado em https://www.infoescola.com/sociologia/refugiado/

Arquivado em: Sociologia.

Graduada em História (UFF, 2017)
Mestre em Sociologia e Antropologia (UFRJ, 2012)
Graduada em Ciências Sociais (UERJ, 2009

Texto copiado na íntegra em 27/07/2020.

Fonte: https://www.infoescola.com/sociologia/refugiado/



Fonte:  https://www.youtube.com/watch?v=FRr74ICyvd8 - Em 27/07/ 2020.


quarta-feira, 1 de julho de 2020

Os Estados Unidos no século XIX.

Durante o século XIX, importantes eventos históricos aconteceram nos Estados Unidos, como a expansão territorial do país e a Guerra Civil Americana.

Durante o século XIX, os Estados Unidos consolidaram-se como nação independente ao fortalecer suas instituições políticas, expandir suas fronteiras e desenvolver um sentimento nacionalista. Eventos extremamente importantes aconteceram ao longo desse século e marcaram a história desse país, sobretudo a marcha para o oeste e a Guerra de Secessão.

Expansão territorial: a marcha para o oeste

Após terem sua independência reconhecida pela Inglaterra no Tratado de Paris, em 1783, os Estados Unidos garantiram o controle sobre uma extensa faixa de terra, que se estendia da região dos Montes Apalaches ao Rio Mississípi. Iniciava-se, assim, a expansão territorial dos Estados Unidos em direção à costa do Pacífico.

Esse processo de ampliação do território americano recebeu o nome de “marcha para o oeste” e ocorreu de duas maneiras: pela diplomacia ou compra e pela guerra. A diplomacia e a compra possibilitaram a adquisição da Luisiana (1803), da Flórida (1819) e do Alasca (1867). A partir da guerra, os Estados Unidos conseguiram tomar territórios do México.

A Luisiana pertencia aos franceses, mas a perda do Haiti e as dificuldades financeiras enfrentadas pela França, no início do século XIX, fizeram esse país vender a região para os Estados Unidos por 15 milhões de dólares. A Flórida foi vendida por 5 milhões de dólares pelos espanhóis em razão das dificuldades que esse país enfrentava na Europa, relacionadas com o período napoleônico. Por fim, os russos venderam o Alasca por 7,2 milhões de dólares por causa do temor de que a região fosse invadida pelos britânicos.

No entanto, não foi somente a partir da diplomacia que o território americano cresceu, pois, conforme mencionamos, a guerra também contribuiu para esse processo expansionista. Durante a marcha para o oeste, os americanos travaram conflitos contra os mexicanos por territórios que hoje correspondem a uma porção de estados americanos (Califórnia, Arizona, Novo México etc.).

A rivalidade entre as duas nações iniciou-se com a Revolução do Texas, em que colonos americanos, insatisfeitos com a administração mexicana do Texas, rebelaram-se e declararam a independência dessa região em 1836. O interesse dos Estados Unidos por novos territórios mexicanos (que equivalem, principalmente, à Califórnia) e a anexação do Texas levaram as duas nações à guerra.

Conhecida como Guerra Mexicano-Americana, e ocorrida entre 1846 e 1848, essa guerra foi finalizada com a assinatura do Tratado Guadalupe-Hidalgo, que ratificava a vitória americana. Com essa vitória, os americanos assumiram a posse de um vasto território e estabeleceram as fronteiras entre os dois países no Rio Grande. O México foi indenizado em 15 milhões de dólares pelos territórios perdidos e teve uma dívida de 3,2 milhões de dólares perdoada.

A ocupação de todos esses territórios por cidadãos americanos e estrangeiros, que imigraram para os Estados Unidos nessa época, foi incentivada a partir da década de 1860, quando Abraham Lincoln assinou a Lei do Povoamento (Homestead Act). Essa lei vendia lotes de terra por preços irrisórios, desde de que o comprador assumisse o compromisso de morar e plantar em sua propriedade durante cinco anos.

Durante esse processo de expansão territorial dos Estados Unidos, os grandes perdedores foram os indígenas que, repetidas vezes, foram obrigados pelos americanos a saírem de suas terras. A marcha para o oeste acabou provocando a morte de milhões desses povos por causa da violência com que foram tratados e da destruição de seu modo de vida.

A violência contra os indígenas, nesse período, acabou rendendo episódios como o decreto da Lei de Remoção de Índios, de 1830, que obrigou várias nações indígenas a mudarem-se da região da Geórgia, e proximidades, para o oeste do Rio Mississípi. Isso levou à chamada Trilha das Lágrimas, evento que causou a morte de milhares de pessoas, de diferentes nações indígenas, durante a marcha forçada para a nova reserva estabelecida pelo governo.

Esse processo de expansão para o oeste e o ataque contra mexicanos e indígenas foram justificados por uma ideologia conhecida como Destino Manifesto. Surgidos oficialmente em 1845, esses ideais afirmavam que os Estados Unidos eram uma nação predestinada por Deus para ocupar aqueles territórios e levar a “civilização” para esses locais. Esse pensamento foi utilizado também para justificar todas as violências cometidas durante todo esse processo de expansão territorial.

Guerra de Secessão

Um dos principais eventos que marcaram a história dos Estados Unidos, ao longo do século XIX, foi a Guerra de Secessão, também conhecida como Guerra Civil Americana. Esse conflito foi iniciado em 1861, com a secessão (separação) dos estados sulistas, e encerrou-se em 1865, com a derrota dos sulistas e sua reintegração à União. Essa guerra ocasionou a morte de 600 mil pessoas.

Esse conflito foi resultado da rivalidade existente entre os estados nortistas e sulistas em relação à expansão do trabalho escravo para os territórios recém-conquistados pelos Estados Unidos. Os estados sulistas queriam a expandir a escravidão para os novos territórios, enquanto os nortistas eram contrários a essa proposta.

Esse debate dividiu politicamente a nação e levou a pequenos conflitos entre colonos nortistas e sulistas em alguns locais como o Kansas. Essa disputa alcançou o debate presidencial, e a vitória de Abraham Lincoln acabou provocando a insatisfação dos sulistas, que se separaram da nação e fundaram os Estados Confederados da América.

A separação dos sulistas foi o estopim da guerra, o que fez as tropas da União lutarem para reintegrar os estados rebeldes ao território americano. Ao fim da guerra, os sulistas, derrotados, além de serem reintegrados à União, foram obrigados a aceitar a abolição da escravidão em todo território dos Estados Unidos a partir da 13ª Emenda Constitucional.

Por Daniel Neves
Graduado em Históri.

Texto copiado na íntegra.

Fonte:https://brasilescola.uol.com.br/historia-da-america/os-estados-unidos-no-seculo-xix.htm




sexta-feira, 19 de junho de 2020

Viaduto do Chá.

O primeiro viaduto da cidade ganhou o nome que carrega até hoje pelo fato de, quando inaugurado em 1892, estar próximo a extensas plantações de chá da Índia.

A estrutura metálica que compõe o viaduto foi trazida da Alemanha e, entre as curiosidades relacionadas ao local, está o fato de que uma parcela da população era contrária à construção do viaduto e impediu, em 1888, as obras de continuarem, situação que foi contornada posteriormente.

O Viaduto possui 204 metros de extensão e liga a Rua Barão de Itapetininga, antiga Rua do Chá, à Rua Direita. Para fazer o trajeto, até 1897 era preciso pagar 60 réis, ou três vinténs, o que fez com que o viaduto ficasse conhecido naquele período como o Viaduto dos Três Vinténs.

Frequentado pela alta sociedade paulistana, as pessoas usavam o viaduto para chegar aos cinemas e lojas da região e, a partir de 1911, ao Theatro Municipal. Hoje, o viaduto serve de caminho para aqueles que trabalham e moram na região central da cidade e de locação para novelas e filmes que querem captar a essência paulistana.

Serviço:

Viaduto do Chá
End.: Viaduto do Chá – Anhangabaú – Centro – São Paulo (próximo ao metrô Anhangabaú)

Fonte: http://cidadedesaopaulo.com/v2/atrativos/viaduto-do-cha/?lang=pt

texto copiado na íntegra.


Fonte:



Fonte : google imagens - acesso em 19/06/2020

Fonte: google imagens - acesso em 19/06/2020

terça-feira, 2 de junho de 2020

Brasil Colônia


Este período começou quando o governo português enviou ao Brasil a primeira expedição colonizadora chefiada por Martim Afonso de Souza.

Em 1532, ele fundou o primeiro núcleo de povoamento, a Vila de São Vicente, no litoral do atual estado de São Paulo.

Período Pré-Colonial

Logo após a chegada dos portugueses à sua nova colônia, a primeira atividade econômica girava em torno da exploração do pau-brasil, existente em grande quantidade na costa brasileira, principalmente no nordeste do País. Esse período ficou conhecido como Ciclo do Pau-Brasil.

A exploração do pau-brasil foi meramente extrativista e não deu origem a uma ocupação efetiva.

O trabalho de derrubar árvores e preparar a madeira para embarque era feito pelos indígenas e uns poucos europeus que permaneciam em feitorias na costa.

Explorado de forma predatória, as árvores próximas da costa desapareceram já na década de 1520.

O Início da Colonização

Brasil ColôniaMapa do Brasil no Período Colonial

Várias expedições foram enviadas por Portugal, visando reconhecer toda costa brasileira e combater os piratas e comerciantes franceses.

As mais importantes foram as comandadas por Cristóvão Jacques (1516 e 1526), que combateu os franceses.

Também Martim Afonso de Sousa (1532), combateu a pirataria francesa. Da mesma forma, ele instalou em São Vicente, a primeira povoação dotada de um engenho para produção de açúcar.

Para colonizar o Brasil e garantir a posse da terra, em 1534, a Coroa dividiu o território em 15 capitanias hereditárias. Estas eram imensos lotes de terra que se estendiam do litoral até o limite estabelecido pelo Tratado de Tordesilhas.

Esses lotes foram doados a capitães (donatário), pertencentes à pequena nobreza lusitana que, por sua conta promoviam a defesa local e a colonização.

A empresa açucareira foi escolhida, porque apresentava possibilidade de vir a ser um empreendimento altamente lucrativo, abastecendo o grande mercado de açúcar da Europa.

Foi no nordeste do país que a atividade açucareira atingiu seu maior grau de desenvolvimento, principalmente nas capitanias de Pernambuco e da Bahia.

Nos séculos XVI e XVII, o Nordeste tornou-se o centro dinâmico da vida social, política e econômica do Brasil.

O Governo Geral

O sistema de Governo Geral foi criado em 1548, pela Coroa, com o objetivo de organizar a administração colonial.

O primeiro governador foi Tomé de Souza (1549 a 1553), que recebeu do governo português, um conjunto de leis. Estas determinavam as funções administrativas, judicial, militar e tributária do Governo Geral.

O segundo governador geral foi Duarte da Costa (1553 a 1558), e o terceiro foi Mem de Sá (1558 a 1572).

Em 1572, depois da morte de Mem de Sá e de seu sucessor Dom Luís de Vasconcelos, o governo português dividiu o Brasil em dois governos cuja unificação só voltou em 1578:

  • Governo do Norte, com sede em Salvador
  • Governo do Sul, com sede no Rio de Janeiro

Em 1580, Portugal e todas as suas colônias, inclusive o Brasil, ficaram sob o domínio da Espanha, situação que perdurou até 1640. Este período é conhecido como Unificação Ibérica.

Em 1621, ainda sob o domínio espanhol, o Brasil foi novamente dividido em dois estados: o Estado do Maranhão e o Estado do Brasil. Essa divisão durou até 1774, quando o Marquês do Pombal decretou a unificação.

A Formação Social do Brasil Colônia

Brasil ColôniaRepresentação de uma aldeia no período colonial

Fundamentalmente três grandes grupos étnicos, o índio, negro africano e o branco europeu, principalmente o português, entraram na formação da sociedade colonial brasileira.

Os portugueses que vieram para o Brasil pertenciam a várias classes sociais em Portugal. A maioria era formada por elementos da pequena nobreza e do povo.

Também é preciso ter em conta que as tribos indígenas tinham línguas e culturas distintas. Algumas eram inimigas entre si e isto era usado pelos europeus quando desejavam guerrear contra os portugueses.

Da mesma forma, os negros trazidos como escravos da África possuíam crenças, idiomas e valores que foram sendo absorvidos pelos portugueses e indígenas.

No Brasil Colônia, o engenho era o centro dinâmico de toda a vida social. Isso possibilitava o “senhor da casa grande” concentrar em torno de si, grande quantidade de indivíduos e ter a autoridade máxima, o prestígio e o poder local.

Em torno do engenho viviam os mulatos, geralmente filhos dos senhores com escravas, o padre, os negros escravos, o feitor, o mestre do açúcar, os trabalhadores livres, etc.

Complemente sua pesquisa:

Ameaças ao Domínio Português

Nos primeiros anos logo depois da descoberta, a presença de piratas e comerciantes franceses no litoral brasileiro foi constante.

A invasão francesa se deu em 1555, quando conquistaram o Rio de Janeiro, fundando ali a "França Antártica", sendo expulsos em 1567.

Em 1612, os franceses invadiram o Maranhão, ali fundaram a "França Equinocial" e a povoação de São Luís, onde permaneceram até 1615, quando foram novamente expulsos.

Os ataques ingleses no Brasil se limitaram a assaltos de piratas e corsários que saquearam alguns portos. Invadiram as cidades de Santos e Recife e o litoral do Espírito Santo.

As duas invasões holandesas no Brasil se deram durante o período em que Portugal e o Brasil estavam sob o domínio espanhol. A Bahia, sede do Governo Geral do estado do Brasil, foi invadida, mas a presença holandesa durou pouco tempo (1624-1625).

Em 1630, a capitania de Pernambuco, o maior centro açucareiro da colônia, foi invadida por tropas holandesas.

A conquista foi consolidada em 1637, com a chegada do governante holandês o conde Maurício de Nassau. Ele conseguiu firmar o domínio holandês em Pernambuco e estendê-lo por quase todo o nordeste do Brasil.

A cidade do Recife, o centro administrativo, foi urbanizada, saneada, pavimentada, foram construídos pontes, palácios e jardins. O governo de Maurício de Nassau chegou ao fim em 1644, mas os holandeses só foram expulsos em 1654.

O Século do Ouro e dos Diamantes

A procura de metais preciosos sempre constituiu o sonho dos colonizadores. As descobertas começaram na década de 1690, na região de Minas Gerais.

A partir daí se espalhou em várias partes do território nacional. No século XVIII a mineração era a grande fonte de riqueza da metrópole.

O Ciclo do Ouro e do Diamante foram responsáveis por profundas mudanças na vida do Brasil colônia, com o crescimento urbano e do comércio.

A Crise do Sistema Colonial

Em 1640, Portugal contava apenas com as rendas do Brasil. Por isso passou a exercer um controle mais rígido sobre a arrecadação de impostos e as atividades econômicas, chegando a proibir o comércio com estrangeiros.

O descontentamento com a política econômica da metrópole fez surgir algumas revoltas, entre elas:

Em fins do século XVIII, teve início os movimentos que tinham como objetivo libertar a colônia do domínio português, entre elas:

No início do século XIX, as condições para a emancipação brasileira estavam maduras. Contribuíram também a conjuntura criada pelas Guerras Napoleônicas e pela Revolução Industrial Inglesa.

Com a invasão de Portugal, a sede do reino transferiu-se para o Brasil. Em 1822, deu-se o passo decisivo para consolidar a Independência do Brasil.

Juliana Bezerra