segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Revolução Francesa



A Revolução Francesa é um movimento social e político que transforma profundamente a França de 1789 a 1799. Sob o lema “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”, a burguesia revolta-se contra a monarquia absolutista e, com o apoio popular, toma o poder, instaurando a I República. Os revolucionários acabam com os privilégios da nobreza e do clero e livram-se das instituições feudais do antigo regime.
Antecedentes. No fim do século XVII, a sociedade divide-se em três Estados. Cerca de 98% da população pertence ao Terceiro Estado: são grandes e pequenos burgueses, trabalhadores urbanos e milhares de camponeses. Com os pesados impostos, eles sustentam o rei absolutista Luis XVI, o clero (Primeiro Estado) e a nobreza (Segundo Estado). A burguesia detém o poder econômico, mas perde as disputas políticas que trava com o clero e a nobreza. A partir de 1786, a França enfrenta dificuldades econômicas, como a crise da indústria, uma seca que reduz a produção de alimentos, além de um endividamento crescente. Em 1788, o rei, pressionado, convoca a Assembleia dos Estados Gerais. Os Estados Gerais começam seus trabalhos em maio de 1789.  Em junho, a disposição de liquidar o absolutismo e realizar reformas leva a bancada do Terceiro Estado a se proclamar Assembleia Nacional Constituinte.  A população se envolve, e as revoltas em Paris e no interior, causadas pelo aumento do preço do pão, resultam na Tomada da Bastilha (prisão que simbolizava o poder monárquico), em 14 de julho, marco da Revolução. Grande parte da nobreza foge do país. Em agosto de 1789, a Constituinte anula os direitos feudais ainda existentes e aprova a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão.
Assembleia Nacional Legislativa. Em setembro de 1791 é finalizada a Constituição, que conservava a monarquia, mas institui a divisão do poder (Executivo, Legislativo e Judiciário), proclama a igualdade civil e confisca os bens da Igreja. A unidade inicial do Terceiro Estado contra o antigo regime dá lugar a uma complexa composição partidária, que evolui conforme os vários momentos da revolução. Os girondinos, que se sentam à direita do plenário, representam a alta burguesia, são mais conservadores e combatem a ascensão dos sans-culottes (o povo). Os jacobinos, à esquerda, representam a pequena e média burguesia e   buscam ampliar a participação popular no governo.  Os deputados do centro, que oscilam entre jacobinos e girondinos, são maioria e recebem o apelido de grupo do pântano. Em abril de 1792, os monarquistas patrocinam a declaração de guerra à Áustria, como possibilidade de voltar ao poder. Austríacos e prussianos invadem a França com o apoio do lá refugiado Luís XVI, mas são derrotados pelos populares. Os jacobinos, liderados por Robespierre, Jean Paul Marat e Georges-Jacques Danton, assumem o governo. Formam as guardas nacionais e radicalizam a oposição aos nobres, considerados traidores. Em setembro, o povo invade as prisões e promove execuções em massa.
Convenção. Forma-se nova Assembleia, a Convenção, entre 1792 de 1795, para preparar outra Constituição. Os girondinos perdem a força, e a maioria fica com os jacobinos, liderados por Robespierre e Louis de Saint-Just. Os montanheses, uma facção dos jacobinos, proclamam a República em 20 de setembro de 1792. Luís XVI é guilhotinado em janeiro de 1793. Privilégios da nobreza são extintos, obriga-se o ensino público e gratuito e tabelam-se os preços dos alimentos. Começa o período do Terror, que dura de junho de 1793 a julho de 1794. Sob comando ditatorial de Robespierre é criado o Tribunal Revolucionário, encarregado de prender e julgar os traidores. Em 49 dias, cerca de 1,4 mil pessoas são guilhotinadas, incluindo jacobinos acusados de conspiração, como Danton  e o jornalista Desmoulins. Os membros da Convenção acabam se voltando conta o ditador, e Robespierre é preso e executado. Assim, chega ao fim a supremacia jacobina. Os girondinos, em aliança com o grupo do pântano, instalam no poder  a alta burguesia.
Diretório e Napoleão. Os clubes jacobinos são fechados e uma nova Constituição é redigida, instituindo outro governo, o Diretório (1795-1799), que consolida as aspirações da burguesia. O novo governo anula uma série de medidas tomadas anteriormente pelo governo da Convenção. Nesse período, o país sofre ameaças externas. Em defesa de seus interesses, a burguesia entrega o poder a Napoleão Bonaparte. (...) Para muitos historiadores, a Revolução Francesa é o auge de um amplo movimento revolucionário que consolida uma sociedade capitalista, liberal e burguesa. Atinge outros países, como a Inglaterra, os Estados Unidos, e chega à França com maior violência e ideais mais bem delineados. Os movimentos pela independência da América Espanhola também são reflexos dessas transformações.  

Fonte: http://prof-ferdinando.blogspot.com.br/2011/03/8ano-resumo-revolucao-francesa.html

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